Declaração de Fé das Igrejas Batistas da Convenção
Batista Missionária do Brasil.
Das Escrituras
Cremos que a Bíblia Sagrada foi escrita por homens
divinamente inspirados; que é um tesouro perfeito de instrução
celestial, tendo Deus por seu verdadeiro autor; que tem por objetivo a
salvação dos homens que o seu conteúdo é a verdade sem qualquer erro;
que revela os princípios pelos quais deus nos julgará e por isso é, e
continuará sendo até ao fim do mundo, o verdadeiro centro da união
cristã e padrão supremo pelo qual toda a conduta, credos e opiniões dos
homens devem ser julgados (2Tm 3.16,17;2Pe 1.21;2Sm 23.2; At 1.16; 3.21;
João 10.35; Rm 3.1,2; Lc 16.29-31; Sl 119.111; 2Tm 3.15; 1Pe 1.10,12; At
11.14; Rm 1.16; Mc 16.16; João 5.38-39; Pv 30.5,6; João 17.17; Ap
22.18,19; Rm 3.4; Rm 2.12; João 12.47,48; 1Co 4.3,4; Lc 10.10-16;
12.47,48; Fp 3.16; Ef 4.3-6; Fp 2.1,2; 1Co 1.10; 1Pe 4.11; 1Jo 4.1; Is
8.20; 1Ts 5.21; 2 Co 13.5; At 17.11; 1Jo 4.6; Jd 3; Ef 3.17; Sl
119.59,60; Fp 1.9-11).
Do Verdadeiro Deus
Cremos que há um e somente um Deus vivo e verdadeiro,
Espírito infinito e inteligente, cujo nome é Jeová, Criador e Senhor
Supremo dos Céus e da Terra, indizivelmente glorioso em santidade e
digno de toda a honra, confiança e amor; que na unidade Divina há três
pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, iguais em todas as
perfeições divinas e que executam ofícios distintos mas harmônicos na
grande obra da Redenção (João 4.24; Sl 147.5; 83.18; Hb 3.4; Rm 1.20; Jr
10.10; Ex 15.11; Is 6.3; 1Pe 1.15,16; Ap 4.6-8; Mc 12.30; Ap 4.11; Mt
10.37; Jr 12.2; Mt 28.19; João 15.26; 1Co 12.4-6; João 10.30; 5.17;
14.23; 17.5,10; At 5.3,4; 1Co 2.10,11; Fp 2.5,6; Ef 2.18; 2Co 13.13; Ap
1.4,5).
Do Espírito Santo
Cremos que o Espírito Santo é Espírito de Deus. Ele
inspirou homens santos da antiguidade para escrever as escrituras.
Capacita homens através de iluminação a compreender a verdade. Exalta a
Cristo. Convence do pecado, da justiça e do juízo. Atrai homens ao
Salvador e efetua regeneração. Cultiva o caráter cristão, conforta os
crentes e concede os dons espirituais pelos quais eles servem a Deus
através de Sua Igreja. Sela o salvo para o dia da redenção final. A
presença dEle no Cristão é a segurança de Deus para trazer o salvo à
plenitude da estatura de Cristo. Ele ilumina e reveste de poder (Batismo
no Espírito Santo) o crente e a Igreja para adoração, evangelismo e
serviço (Gn 1.2; Jz 14.6; João 26.13; Sl 51.11; 139.7; Is 61. 1-3; Jl
2.28-32; Mt 1.18; 16;4.1; 12.28-32; 28.19; Mc 1.10, 12; Lc
1.35;4.1,18,19; 11.13;12.2; 24.49; João 4.24; 14.16,17,26; 16.7-14; At
1.8; 2.1-4,38; 4.31 ; 5.3; 6.3 ;7.55; 8.17,39; 10.44; 13.2; 15.28; 16.6;
19.1-6; Rm 8.9-11; 14.16,26,27; 1Co 2.10-14; 3.16; 12.3-11; Gl 4.6; Ef
1.13, 14; 4.30; 5.18; 1Ts5.19; 1Tm 3.16; 4.1; 2Tm 1.14; 3.16; Hb9.8,14;
2Pe 1.21; 1Jo 4.13; 5.6,7; Ap 1.10; 22.17).
Da Queda do Homem
Cremos que o homem foi criado em santidade, sob a
autoridade da lei do seu Criador, mas caiu desse estado santo e feliz,
por transgressão voluntária, em conseqüência da qual toda a humanidade
tornou-se pecadora, não por constrangimento, mas por livre escolha,
sendo por natureza destituída completamente daquela santidade que a Lei
de Deus requer, e positivamente inclinada à prática do mal, estando, sem
defesa nem excusa, condenada com justiça à ruína eterna (Gn 1.27,31; Ec
7.29; At 17.26; Gn 2.16; 3.6-24; Rm 5.12,19; João 3.6; Sl 51.5; Rm
5.15-19; 8.7; Is 53.6; Gn 6.12; Rm 3.9-18; 1.18,32; 2.1-16; Gl 3.10; Mt
20.15; Ez 18.20; 3.19; Gl 3.22).
Do Meio da Salvação
Cremos que a salvação dos pecadores é inteiramente de
graça pela mediação do Filho de Deus, o qual, segundo desígnio do Pai,
assumiu livremente nossa natureza mas sem pecado, honrou a lei divina
pela Sua obediência pessoal, e por Sua morte realizou completa expiação
dos nossos pecados; que, tendo ressurgido dos mortos, está agora
entronizado nos céus e que, unindo em sua maravilhosa pessoa a mais
terna simpatia com perfeição divina, está completamente capacitado para
ser o Salvador adequado, compassivo e todo suficiente dos homens (Ef
2.5,8,9; Mt 18.11; 1Jo 4.10; 1Co3.5,7; At 15.11; João 3.16 1.1-14; Hb
4.14; 12.24; Fp 2.6,7; Hb 2.9,14; 2Co 5.21; Is 42.21; Fp 2.8; Gl 4.4,5;
Rm 3.21; Is 53.4,5; Mt 20.28; Rm 3.21; 3.24,25; 1Jo 4.10; 2.2; 1Co
15.1-3; Hb 9.13-15; 1.3,8;8.1; Cl 3.1-4; Hb 7.25; Cl 2.9; Hb 2.18 7.26;
Sl 89.19; Sl 34).
Da Justificação
Cremos que a grande bênção do Evangelho, que Cristo
assegura aos que nEle Crêem, é a Justificação; que esta inclui o perdão
dos pecados e a promessa da vida eterna, baseada nos princípios da
justiça; que é conferida, não em consideração de quaisquer obras justas
que tenhamos feito, mas exclusivamente pela fé no sangue do Redentor;
que, em virtude dessa fé, a perfeita justiça de Cristo é livremente
imputada por Deus; que ela nos leva ao estado da mais abençoada paz e
favor com Deus e nos assegura todas as outras bênçãos necessárias para o
tempo e a eternidade (João 1.16; Ef 3.8; At 13.39; Is 53.11,12; Rm 8.1;
5.9; Zc 13.1; Mt 9.6; At. 10.43; Rm 5.17; Tt 3.5,6; 1Jo 2.25; Rm 5.21;
4.4,5; 5.22; 6.23; Fp 3.8,9; Rm 5.19 3.24-26; 4.23-25; 1Jo 2.12; Rm
5.1-3,11; 1Co 1.30,31; Mt 6.23; 1Tm 4.8).
Da Gratuidade da
Salvação
Cremos que as bênçãos da salvação cabem gratuitamente
a todos por meio do evangelho; que é dever imediato de todos aceitá-las
com fé obediente, cordial e penitente, e eu nada impede a salvação,
ainda mesmo do mais pecador da terra, senão sua perversidade inerente à
voluntária rejeição do Evangelho, a qual agrava a sua condenação (Is
55.1; Ap 22.17; Lc 14.17; Rm 16.26; Mc 1.15; Rm 1.15,17; João 5.40; Mt
23.27; Rm 9.32; Pv 1.24; At 13.46; João 3.19; Mt 11.20; Lc 19.27; 2Ts
1.8).
Da Graça da
Regeneração
Cremos que os pecadores para serem salvos precisam
ser regenerados, isto é, nascer de novo; que a regeneração consiste na
outorga de uma santa disposição à mente, e que isso se efetua pelo poder
do Espírito Santo de um modo que transcende a nossa compreensão, em
conexidade com a verdade divina, de maneira a assegurar-nos nossa
obediência voluntária ou Evangelho; que a evidência da regeneração
transparece nos frutos santos do arrependimento e da fé e em novidade de
vida (João 3.3,6,7; 1Co 2.14; Ap21.27; 2Co 5.17; Ex 36.26; Dt 30.6; Rm
2.28,29; Rm 5.5; 1Jo 4.7; João 3.8; João 1.13; Tg 1.16-18; 1Co 1.30; Fp
2.13; 1Pe 1.20,25; 1Jo 5.1; 1Co 12.3; Ef 4.20-24; Cl 3.9-11; Ef 5.9; Rm
8.9; Gl 5.16-23; Ef 2.14-21; Mt 3.8-10; 7.20; 1Jo 5.4).
Do Arrependimento e
da Fé
Cremos que o arrependimento e a fé são deveres
sagrados e também graças inseparáveis, originadas em nossas almas pelo
Espírito regenerador de Deus; que, sendo por essas graças convencidos
profundamente de nossa culpa, perigo e incapacidade, bem como do caminho
da salvação por Cristo, voltamo-nos para Deus com sincera contrição,
confissão e súplica por misericórdia, recebendo ao mesmo tempo de
coração e Senhor Jesus Cristo como nosso Profeta, sacerdote e Rei, e
confiando somente nEle como o único e auto-suficiente Salvador (Mc 1.15;
At 11.18; Ef 2.8; João 16.8; At. 2.37,38; 16.30,31; Lc 18.13; 15.18-21;
Tg 4.7-10; 2Co 7.11; Rm 10.12,13; Sl 51; Rm 10.9-11; At 3.22,23; Hb
4.14; Sl 2.6; Hb 1.8; 7.25; 2Tm 1.12).
Do Propósito da Graça
de Deus
Cremos que a Eleição é o eterno propósito de Deus,
segundo o qual Ele gratuitamente regenera, santifica e salva pecadores;
que esse propósito, sendo perfeitamente consentâneo com o livre-arbítrio
do homem, compreende todos os meios que concorrem para esse fim. Que é
gloriosa manifestação da soberana vontade de Deus que é infinitamente
livre, sábia, santa e imutável; que exclui inteiramente a jactância e
promove a humildade, o amor, a oração, o louvor, a confiança em Deus,
bem como a imitação ativa de sua livre misericórdia; que encoraja o uso
dos meios de santificação no grau mais elevado e pode ser verificada por
seus efeitos em todos aqueles que realmente crêem no Evangelho; que é o
fundamento de segurança cristã e que o verifica-la a respeito de nós
mesmos exige e merece a nossa maior diligência (2Tm 1.8,9; Ef 1.3-14;
1Pe 1.1,2; Rm 11.5,6; João 15.16; 1Jo 4.19; 2Ts 2.13,14; At 13.48; João
10.16; Mt 20.16; At 15.14; Ex 33.18,19; Mt 20.13; Ef 1.11; Rm 9.23,24;
Jr 31.3; Rm 11.28.29; Tg 1.17,18; 2Tm 1.9; Rm 11.32-36; 1Co 4.7;
1.26,31; Rm 3.27; 4.16; Cl 3.12; 1Co 3.3,7; 15.10; 1Pe 5.10; At 1.24;
2Ts 2.13; 1Pe 2.9; Lc 18.7; João 15.16; Ef 1.16; 1Ts 2.12; 2Tm 1.10; 1Co
9.22; Rm 8.28,30; João 6.37-40; 2Pe 1.10; 1Ts 1.4-10; Tg 2.18; João
14.23; Is 42.16; Rm11.29; 2Pe 1.10,11; Fp 3.12; Hb 6.11).
Da Santificação
Cremos que a santificação é o processo pelo qual, de
acordo com a vontade de Deus, somos feitos participantes de Sua
santidade; que é uma obra progressiva que se inicia na regeneração; que
é continuada nos corações dos crentes pela presença do Espírito Santo, o
Confirmador e Confortador, no uso contínuo dos meios indicados,
especialmente a Palavra de Deus, o exame próprio, a renúncia, a
vigilância e a oração (1Ts 4.3; 5.23; 2Co 7.1; 13.9; Ef 1.4; Pv 4.18; Hb
6.1; 2Pe 1.5-8; 1Jo 2.29; Rm 8.5; João 3.6; Fp 1.9-11; Ef 1.13,14; Fp
2.12,13; Ef 4.11,12; 1Pe 2.2; 2Pe 3.18; 2Co 13.5; Lc 11.35; 9.23;
Mt26.41; Ef 6.18; 4.3).
Da Perseverança dos
Santos
Cremos que só são crentes verdadeiros aqueles que
perseveram até o fim; que a sua ligação perseverante com Cristo é o
grande sinal que os distingue dos que professam superficialmente; que
uma Providência especial vela pelo seu bem-estar e que são guardados
pelo poder de Deus mediante a fé para salvação (João 8.31; 1Jo 2.27,28;
3.9; 5.18; Mt 13.20,21; João 6.66-69; rm 8.28; Mt 6.30-33; Jr 32.40; Sl
19.11,12; 121.3; Fp 1.6; 2.12,13; Jd 24; Hb 1.14; 13.5; 1Pe 1.5; Ef
4.30).
Da Harmonia entre a
Lei e o Evangelho
Cremos que a Lei de Deus é a regra eterna e imutável
de seu governo moral; que é santa, justa e boa, e que a incapacidade
atribuída pelas Escrituras ao homem decaído para cumprir os seus
preceitos, deriva inteiramente do amor que ele tem pelo pecado; que um
dos grandes objetivos do Evangelho e dos meios da graça relacionados com
o estabelecimento da igreja visível é o de libertar os homens do pecado
e restaura-los, através de um Mediador, à obediência sincera à santa lei
(Rm 3.31; Mt5.17; Lc 16.17; Rm 3.20; 4.15; 7.12; 7.7,14,22; Gl 3.21; Sl
19.7-11; Rm 8.2-4; 10.4; 1Tm 1.15; Hb 8.10; Jd 20,21; Mt 16.17.18; 1Co
12.28).
Do Sábado Cristão
Cremos que o primeiro dia da semana (domingo) é o Dia
do Senhor ou sábado cristão e que deve ser consagrado a propósitos
religiosos, com abstenção de todo trabalho secular e recreações mundanas
e pela observância piedosa de todos os meios de graça, quer privados
quer públicos, e também pela preparação para aquele repouso que resta
para o povo de Deus (At 20.7; Gn 2.3; Cl 2.16,17; Mc 2.27; João 20.19;
1Co 16.1,2; Ex 20.8; 31.14-18; Ap 1.10; Sl 118.24; Is 58.13; Gn 46.2-8;
Sl 118.15; Hb 10.24.26; At 17.2,3; Sl 25.8; 86.3; Hb 4.3-11).
Do Governo Civil
Cremos que o governo civil é de ordenação divina para
os interesses e a boa ordem da sociedade humana, e que os magistrados
devem ser objeto de nossas orações, bem como devem ser conscientemente
honrados e obedecidos, exceto, exclusivamente, nas coisas que se opõem à
vontade de nosso Senhor Jesus Cristo, que é o único Senhor da
consciência e o Príncipe dos reis da terra (Rm 13.1-7; Dt 18.18; 2Sm
23.3; Ex18.23; 1Tm 2.1-3; At 5.29; Mt 10.28; Dn 3.15-18; 6.7-10; At
4.18-20; Mt 23.10; Rm 14.4; Ap 19.16; Sl 71.11; Rm 14.9-13; Sl 2; 9).
Dos Justos e dos
Ímpios
Cremos que há uma diferença radical e essencial entre
os justos e os ímpios; que somente aqueles que pela fé são justificados
em o nome do Senhor Jesus e santificados pelo Espírito de nosso Deus são
verdadeiramente justos à face de Deus, enquanto que todos aqueles que
continuam na impenitência e na incredulidade são ímpios aos Seus olhos e
se encontram sob a maldição; que essa distinção permanece entre os
homens quer na morte quer após a morte (Mt 3.18; Pv 12.26; Is 5.20; Gn
18.24; Jr 18.24; 15.19; At 10.34,35; Rm 6.15; 1.17; 7.6; 1Jo 2.29; 3.7;
Rm 8.18,22; 1Co 11.32; Pv 11.31; 1Pe 4.17,18; 1Jo 5.19; Gl 3.10; João
3.36; Is 57.21; Sl 10.4; Is 55.6,7; Pv 14.32; Lc 16.25; João 8.21-24; Pv
10.24; Lc 12.4,5; 9.23-26; João 12.15.16; Ex 3.17; Mt 7.13,14).
Do Mundo Vindouro
Cremos que se aproxima o fim do mundo; que no último
dia, Cristo descerá dos céus e levantará os mortos do túmulo para a
recompensa final; que ocorrerá então uma solene separação; que os ímpios
serão entregues ao punimento sem fim e os justos à bem-aventurança para
sempre; e que esse julgamento, baseado nos princípios da justiça,
determinará o estado final dos homens no céu ou no inferno (1Pe 4.7; 1Co
7.29,31; Hb 1.10-12; Mt 25.31; 1Jo 2.17; Mt 28.20; 13.39,40; 2Pe3.3-13;
At 1.11; Ap 1.7; Hb 9.28; At 3.21; 1Ts 4.13-17; 5.1-11; At 24.15; 1Co
15.12,58; Lc 14.14; dn 12.2; João 5.28,29; 6.40; 11.25,26; 2Tm 1.10; At
10.42; Mt 13.37-43; 24.30; 25.31-46; Ap 22.11; 1Co 6.9,10; Mc 9.43-48;
2Pe 2.9; Jd 7; Fp 3.19; Rm 6.22; 2Co 5.10, 11; João 4.36; 2Co 4.18; Rm
3.5; 2Ts 1.6-21; Hb 6.1,2; 1Co 4.5; At 17.31; Rm 2.2-16; Ap 20.11,12;
1Jo 2.28; 4.17).